Algumas conclusões sobre os dados da pesquisa sobre perfil do ciclista de salvador

Os resultados da pesquisa divulgados ainda são preliminares, mas já é possível tirar algumas conclusões importantes.

Vale ressaltar que esta pesquisa não foi uma simples contagem de ciclistas, só foram entrevistadas pessoas que declararam usar a bike como meio de transporte pelo menos uma vez na semana, se tomou como base a população total e se aplicou os questionários em uma amostra distribuída pela cidade nos bairros do centro, zona intermediaria e periférica. Além disso seguimos diversos critérios como por exemplo, número mínimo de mulheres a serem entrevistadas, determinada quantidade de questionários foram aplicados onde tem ciclovia e outra quantidade onde não tem… e assim por diante. foi bem criteriosa e por isso  acredito que reflete bem a realidade.

A maioria é da classe menos favorecida, mas a classe média está crescendo.

Existe de fato muita gente pedalando pelas ruas de Salvador, mas a grande diferença em comparação com outras cidades pesquisadas é que aqui a classe menos favorecida e com menor grau de instrução é a maioria entre as pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte pelo menso uma vez por semana. Cidades como Rio e SP onde a classe média tem maio representatividade neste meio tem conseguido mudanças mais significativas e duradouras na infraestrutura da cidade que priorizam as bicicletas. Quando o resultado completo da pesquisa for divulgado saberemos se e quanto a classe média tem crescido entre os ciclistas de Salvador, mas já posso adiantar que durante as pesquisas percebi que muitos dos ciclistas “novos” (que começaram a pedala a cerca de um ano) declararam receber mais de 4 salários mínimos. Vamos aguardar o resultado final para confirmar isto.

Os jovens não usam a bicicleta para ir a escola e isso precisa mudar

Outra coisa importante que observei é que somente 14,2% das pessoas entrevistadas tinham menos de 25 anos, isso mostra que pouquíssimos jovens vão para as escolas e faculdades de bicicleta. Está é uma prática que precisa ser incentivada.

Os ciclistas interagem pouco com outros meios de transporte

Somente 11,3% afirmaram utilizar a bicicleta em combinação com outro meio de transporte. Isso é gravíssimo em uma cidade “relativamente grande” como Salvador pois as pessoas que iniciam comumente pedalam entre 5 e 7 km. Então sair de casa pedalando até uma estação de ônibus como a Lapa, tendo local seguro para estacionar a bike, e poder seguir o restante da viagem de ônibus é um exemplo de solução que poderia levar muitas pessoas a complementar os seus trajetos de bike.

A mulheres ainda pedalam muito pouco

Um forte indicador da segurança para se pedalar em uma cidade é a quantidade de mulheres que usam a bicicleta como meio de transporte. O número que vou citar ainda não é o oficial da pesquisa, mas eu pude observar durante a aplicação dos questionários um número muito inferior de mulheres pedalando, eu diria que as mulheres representam menos de 5% do total. Isso indica que é necessário se pensar urgentemente em formas de tornar as ruas mais seguras para se pedalar e em políticas de incentivo especialmente voltado para o público feminino.

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